24 setembro 2020 - 11:51

800 participantes integram primeira fase do Plano de Desenvolvimento Socioeconômico da AMREC

Foram 12 turnos dedicados exclusivamente à junção de informações, anseios e sonhos de quem vive a realidade de cada um dos municípios que compõem a Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec). Manhãs, tardes e noites dedicadas à primeira fase de elaboração do Plano de Desenvolvimento Socioeconômico da Amrec sob comando da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) e do Centro Universitário Barriga Verde (Unibave). Liderados pelas instituições, os eventos reuniram mais de 800 participantes interessados em colaborar com o processo que promete alavancar o desenvolvimento da região.

De 11 a 21 de agosto a Universidade reuniu lideranças e a comunidade dos municípios de Balneário Rincão, Cocal do Sul, Forquilhinha, Içara, Orleans, Nova Veneza, Morro da Fumaça, Urussanga, Treviso, Siderópolis, Criciúma e Lauro Müller para encontros virtuais nos quais foi possível elencar informações em três eixos principais: desafios, potencialidades e sonhos para os próximos dez anos.

A fase de encontros com os munícipes e lideranças, para a reitora da Unesc, Luciane Bisognin Ceretta, foi de extremo significado e já mostra a importância da união de esforços. “Agradecemos muito à iniciativa da própria Amrec em fazer este movimento em prol de toda a região e que deu a oportunidade à Unesc e ao Unibave de contribuir neste processo. A mensagem fundamental do Plano de Desenvolvimento Socioeconômico é que o futuro é feito por todos nós e que não podemos perder de vista o equilíbrio entre a construção de bases sólidas para a economia e a qualidade de vida e o desenvolvimento das pessoas”, destaca.

O Plano que será montado a partir dos anseios e potencialidades da região, conforme a pró-reitora de Planejamento e Desenvolvimento Institucional da Unesc, Gisele Coelho Lopes, poderá ser explorado como importante ferramenta estratégica de gestão daqui para frente. “Na medida em que os 12 municípios de forma integrada consigam enxergar quais são os projetos estratégicos que favorecerão o desenvolvimento regional, terão em mãos um excelente material para os guiar. Assim, naturalmente todos seremos beneficiados com o desenvolvimento de políticas públicas voltadas à qualidade de vida das pessoas e com a implementação de projetos de relevância regional”, salienta.

Dados municipais e regionais

Para que pudessem estar bem embasados ao sugerirem prioridades no que diz respeito aos sonhos para os próximos dez anos nas cidades, os participantes dos encontros assistiram a verdadeiras aulas ministradas pelos coordenadores do Observatório de Desenvolvimento Socioeconômico, Melissa Watanabe e Thiago Fabris.

Os professores apresentaram dados sobre os quais estudaram ao longo das semanas que antecederam o evento como foco em um “raio-x” preciso sobre o cenário socioeconômico atual. Entre as informações apresentadas estiveram indicadores gerais como o total de empresas instaladas nas cidades, salário médio dos cidadãos empregados, o total de empregos formais dos municípios, assim como receitas e despesas anuais e os Índices de Desenvolvimento Sustentável (IDMS).

Todo o debate entre os grupos, nos momentos de discussão entre todos os participantes ou durante as divisões em salas menores, foi registrado por monitores da Universidade. Os materiais que reúnem os dados de cada um dos encontros com os municípios serão avaliados pela equipe para que sirvam como base para as próximas etapas do processo.

Dividido entre os estágios de Diagnóstico; Setores-chaves e eixos e objetivos estratégicos; Projetos estratégicos e Modelo de Governança, o trabalho de elaboração do documento final do Plano contará, até outubro, com 20 encontros.

Por: Mayara Cardoso – Agência de Comunicação da Unesc

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